domingo, 30 de janeiro de 2011

By Dave Mckean

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mais Dave Mckean.

Uma das minhas prediletas do Mckean.

Dave Mckean


Esse é o cara que cria a grande maioria das imagens que eu vou postar aqui no blog (nem sou fã, né?). Mas fala sério... o trabalho desse sujeito é pirante demais... sonho de fã: conhecer Dave Mckean, fazer uma oficina com ele, chupar o cérebro dele, sei lá, pra ver se consigo fazer algo - não igual, de jeito nenhum - mas tão intenso quanto. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Death by Dave Mckean
By Dave Mckean
DIÁRIO DE UM CÃO



8:00h – Comida de cachorro! Minha favorita!
9:30h – Passeio de carro! Meu favorito!
9:40h – Caminhada no parque! Minha favorita!
10:30h – Ser acariciado e escovado! Meus favoritos!
12:00h – Almoço! Meu favorito!
13:00h – Brincar no jardim! Minha favorita!
15:00h – Perseguir minha cauda! Minha favorita!
17:00h – Ossinhos de carne! Meus favoritos!
19:00h – Jogar bola! Meu favorito!
20:00h – Wow! Assistir TV com os humanos! Meu favorito!
23:00h – Dormir na cama! Meu favorito!




DIÁRIO DE UM GATO


983º dia do meu cativeiro. Meus captores continuam me provocando com pequenos e bizarros objetos balançantes.
Eles comem carne fresca, enquanto os outros detentos e eu somos alimentados pobremente com algum tipo de pepitas secas. Apesar de deixar claro meu desprezo pelas rações, no entanto, eu preciso comer alguma coisa para manter minhas forças.

A única coisa que me faz prosseguir é o meu sonho de escapar. Numa tentativa de enojá-los, eu novamente vomitei no tapete.

Hoje eu decapitei um rato e joguei sua cabeça aos pés deles. Eu tinha esperança de incutir medo em seus corações, já que eu claramente demonstrei o que sou capaz de fazer. No entanto, eles simplesmente fizeram comentários condescendentes sobre que ótimo pequeno caçador eu sou. Bastardos.

Houve algum tipo de reunião de seus cúmplices essa noite.  Eu fui colocado na solitária durante o período do evento. No entanto, eu podia ouvir o barulho e sentir o cheiro da comida. Eu ouvi que o meu confinamento foi devido ao poder da “alergia”. Preciso aprender o que isso significa e como usá-lo a meu favor.

Hoje eu quase obtive sucesso na tentativa de assassinar um dos meus torturadores ondulando em frente aos seus pés enquanto eles andava. Devo tentar novamente amanhã... mas to alto da escada.

Estou convencido de que os outros prisioneiros aqui são fracassados ou delatores. O cachorro recebe privilégios especiais. Ele é regularmente libertado – e parece mais do que satisfeito em voltar. Ele é obviamente retardado.
O pássaro tem que ser um informante. Eu o observo se comunicar com os guardas regularmente. Tenho certeza de que ele relata cada movimento meu. Meus captores conseguiram custódia protegida para ele numa cela elevada, então ele está a salvo. Por enquanto...

Retirado e traduzido de "Things..."

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sobre o descaso com a educação

Essa semana está acontecendo a primeira chamada da escolha de vagas para ACT 2011 em Santa Catarina. Não sei como está ocorrendo nas outras cidades, mas aqui na Grande Florianópolis, está uma vergonha.
Hoje, por exemplo, pela manhã, seria a escolha dos professores de artes e educação física.
Bom, pra começar, a escolha de vagas de Arte seria das 9:00h às 10:00h. Começou às 9:30h e se estendeu por toda a tarde. Haviam cerca de 8 mesas com computadores no auditorio do Centro Multiuso de São José, e cerca de 10 funcionarios da GERED, mas somente 2 estavam atendendo os professores: os outros, ficavam circulando no palco, papeando despreocupadamente. Além disso, a GERED simplesmente não publicou no site as vagas disponíveis (as que as escolas já disponibilizaram, pq as escolas também não encaminharam todas as vagas existentes para a GERED. Elas existem, mas ninguem sabe quais são), e os professores chegaram lá, de manhã cedo, sem nem ao menos saber se SEQUER havia vagas. Resultado: até as 14h diversos professores habilitados em Arte haviam ido embora sem conseguir uma mísera vaguinha. Vejam bem: na listagem eram 60 professores habilitados (licenciados) e mais de 80 não habilitados (bacharéis em Arte ou professores com formação em outras áreas, que se mataram anos na universidade e um bando de "Zé Ruelas" que acabaram de sair do ensino médio e pensam que já podem lecionar que nem gente grande). Às 14h, a chamada estava ainda no número 42 dos habilitados, e só haviam umas raras vagas em Biguaçu e na Palhoça (cerca de 4 ou 5 vaguinhas). Resultado: mais de 100 professores voltaram para casa ainda sem previsão de emprego para o ano de 2011.
Agora, a segunda chamada deve acontecer em meados de fevereiro, e espera-se (e a esperança é a ultima que morre) que esses mais de 100 consigam suas vagas dessa vez, para começar a trabalhar provavelmente em março...
Enquanto isso, além de esses professores ficarem mais um mês desempregados, os alunos também ficarão mais um mês sem aulas...
E a gente faz o que com essa merda toda?

A UM MASCARADO


Rasga essa máscara ótima de seda
E atira-a à arca ancestral dos palimpsestos...
É noite, e, à noite, a escândalos e incestos
É natural que o instinto humano aceda!

Sem que te arranquem da garganta queda
A interjeição danada dos protestos,
Hás de engolir, igual a um porco, os restos
Duma comida horrivelmente azeda!

A sucessão de hebdômadas medonhas
Reduzirá os mundos que tu sonhas
Ao microcosmos do ovo primitivo...

E tu mesmo, após a árdua e atra refrega,
Terás somente uma vontade cega
E uma tendência obscura de ser vivo!

- Augusto dos Anjos -

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Arte da Guerra - citações

1 - Qualquer operação militar tem na dissimulação sua qualidade básica.
Um chefe:
• se for capaz deve fingir ser incapaz;
• se estiver pronto, deve fingir-se despreparado;
• se estiver perto do inimigo deve parecer estar longe.
Um bom chefe deve:
• oferecer uma isca para fascinar o inimigo que procura alguma vantagem;
• capturar o inimigo quando ele está em desordem;
• preparar-se contra um inimigo, se este for poderoso.

2 - Apresente uma vantagem aparente ao inimigo e ele virá até sua armadilha. O ameace com algum perigo e você poderá pará-lo.

3 - se ele é valente e com descaso pela vida, poderá ser morto facilmente;
     se ele é covarde na véspera de uma batalha, será capturado facilmente;
     se ele é irascível, será provocado facilmente;
     se ele é muito suscetível à honra, estará sujeito a ser envergonhado;
     se ele é muito benevolente e preza as pessoas, estará sujeito a se tornar 
     hesitante e passivo.

4 - Quando o inimigo pede uma trégua, mas não sofreu um retrocesso, então está tramando algo.

5 - "Conheça o inimigo e a si mesmo e você obterá a vitória sem qualquer perigo; conheça terreno e as condições da natureza, e você será sempre vitorioso."

- Sun Tzu -

A verdade sobre mim

Como podem me pedir
Para escrever versos brancos,
Quando minha alma é sórdida e escura?

Como esperam que eu escreva doçuras e diamantes,
Quando sou sangue, medo, escuridão e dor?

Como desejam que eu descreva o céu,
Quando é nos esgotos que arrasto minhas lamúrias,
É pela lama que carrego meu corpo cansado,
É entre os pesadelos que eu durmo melhor?

Não, eu digo! Não esperem doçuras e diamantes,
Não esperem belezas fúteis, mas a dor profunda.
O ardor da vida (e arde!) está a léguas do céu.

Meu coração é negro e pedra e tão frágil que se desfaz num sopro.
(nem sei como ainda pulsa)

Então não esperem flores, trombetas e harpas, perfumes e ocasos.
Da minha torpe existência só o desatino, a feiúra e o caos.

O cheiro acre das esquinas imundas,
As cores pardas e escuras... a paleta baixa...

Desprezem-me, se bem quiserem, se assim desejarem.
Que seja!

Em meu resfolego ao rastejar pelas estradas sujas,
Só o olhar aleijado de quem já viu demais.

Pequeno ensaio sobre a solidão

Ao longe eles escutam os sussurros de antigamente,
E aguardam impacientes uma resposta...



Abro os olhos. Fecho-os novamente e não deixo a luz entrar.
É seguro no escuro. É morno. Silencioso.
Abro os olhos por que o dia me traz as responsabilidades do mundo - aquelas que me curvam as costas.
Para onde hoje?
Para o sempre. Para onde mais?
Vozes exasperadas, ruídos e movimento.
Nem respiro, não há ar para todos.
Transparente, atravesso paredes, venho e vou, para o sempre. Para onde mais?

Entre os rosnados do mundo, caminho – flutuo – sem pensar. Não é preciso.
Os pés me levam para o sempre (para onde mais?) sem que precise pedir, ou parar.
O dia desfila através de meus dedos incansáveis,
Escorre das pálpebras inchadas,
Vai embora e me deixa para trás.
E cá estou, por último, flutuando em direção ao nada. Para onde mais?
Fecho os olhos novamente e não deixo a luz entrar...